Pessoas não são produtos

segunda-feira, janeiro 30, 2017 0 Comentários A+ a-


Desde sempre, muitas pessoas têm a mania de rotular outras pessoas e tudo aquilo que esteja ao seu redor. Seja com base em condição financeira, cor de pele, estrutura familiar, roupas, estilo e até mesmo amizades. Algo que serve como exemplo disso é aquele velho ditado: "Diga-me com quem tu andas e eu direi quem tu és". É um belo ditado. Mas até que ponto ele é coerente?

Influências.


Suponhamos que uma moça de "boa criação" começa uma amizade com outra moça que, digamos aqui, não seja um dos melhores exemplos. Elas têm entre si um ótima convivência e ficam cada vez mais próximas uma da outra, até passam a frequentar os mesmos lugares. E mesmo que elas não sejam aparente nem fisicamente iguais, as pessoas já começam a taxar: "-Tudo farinha do mesmo saco." A que não é um bom exemplo pode até oferecer à outra um copo de bebida, mas essa última só aceita se ela quiser. Sua amiga não pode simplesmente forçá-la a ingerir a bebida se ela não quer. Essa decisão só cabe a ela, e o fato delas duas serem amigas e andarem juntas não quer dizer que elas sejam iguais.

Influências existem e as amizades influenciam, mas somente aqueles que se deixam ser influenciados. Um amigo seu pode até seguir um mal caminho e te convidar, mas você só o acompanha se você quiser, ele não está te obrigando à ir. Você tem a chance de se deixar ser influenciado ou não.

Um heterossexual pode ser amigo de um homossexual, não existem regras para isso. Só que logo logo as pessoas vão começar a rotular o que é hétero de "gay" pelo simples fato dele ser amigo e andar com o homo. Sendo que isso é um absurdo. O hétero não vai simplesmente "virar" homo por ter um amigo assim. Uma moça não vai se tornar prostituta só porque ela tem uma amiga prostituta. Andar ou ter laços com determinadas pessoas não te torna igual à elas.

Rótulos foram feitos para produtos, e não para pessoas. Eles não atribuem qualidades e nem caráter a alguém. Para saber se uma pessoa tem um bom caráter não podemos dar ouvidos ao que dizem a respeito dela. A melhor maneira de descobrir isso é passando a conviver com ela, observar como é seu dia a dia e como resultam as suas ações. A mesma coisa funciona com a beleza, ela é algo muito relativo, e não deve ser levada em consideração quando precisamos saber como alguém realmente é. Mesmo que essa pessoa tenha um lindo sorriso ou um doce olhar.

Rotular as pessoas antes de conhecê-las é algo que está muito em alta, mas essa prática não é uma ação digna de continuar sendo utilizada. Antes de apontar devemos conhecer, e mesmo que conheçamos, quem somos nós para fazer isso?

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Um aspirante a ator que é estudante de Administração, bom amigo e blogueiro de vez em quando.

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